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sexta-feira, setembro 05, 2008

Mulheres do Norte…

Estive três dias no Porto. E o que é que isso interessa? Nada, pois claro, mas foi apenas uma nota introdutória, muito mais dignificante do que dizer estive em Sobral de Monte Agraço, ou estive em A-dos-Cunhados. Bom, adiante. O que é facto é que no Porto as pessoas falam no muito conhecido sotaque do Norte, e todos sabemos que com as mulheres do norte ninguém se mete. Mas, meus amigos, uma mulher do Norte a falar com sotaque dá nisto:

  1. O insulto mais espectacular que ouvi nos últimos tempos:

Aquela MORCEGA num sabe lere!!!!

Convém explicar que no metro do Porto há lugares sentados que não devem ser utilizados na hora de ponta mas a dita senhora achou que para ela isso não interessada e assim ficou catalogada como MORCEGA!!!!

  1. A Cevada

Ó menino, traga-me um bocadinho de cebáda para tomar os comprimidos

Não tem cebáda? Arranje-me uma cebadinha! Fraquinha!!!!

A bordo do barco que fazia um cruzeiro no Douro, uma senhora pediu por diversas vezes cevada. Convém explicar que por cevada entende-se café solúvel. Ah, claro, isto nos intervalos em que ela não falava e cuspia alimentos ao mesmo tempo…

Mas isto fez-me lembrar do anúncio da famosa bebida que aquece o coração, a BRASA:

Cevada, Chicória e Centeio
É a sua composição
Brasa é a bebida que aquece o coração
Brasa é a bebida que aquece o coração

NOTA:

  1. As palavras a bold são para ler com sotaque do Norte
  2. Há mulheres do Norte que são: BOAS COMO Ó MILHO. Antes que elas se zanguem comigo que com elas ninguém se mete.

Tangêr…

... aventurei-me numa ida a Tanger. Ora nesta minha primeira incursão por um país muçulmano, muita coisa inolvidável (que palavra espectacular) aconteceu. Desde logo Hassan, o guia que falava uma catrefada de línguas e tinha quatro mulheres. Chegou a afirmar:

Solo una mujer? Toda la vida? Pobrecito… Pero Hassan tiene tambien quatro sogras…

Bom, ora o polígamo Hassan levou-nos a passear com camelos, a tirar fotos com serpentes, a almoçar uma sopa com canela, e levou-nos por sítios que eu pensei sinceramente que dali não saía intacto. A cidade é gira, passámos pela famosa Porta de Kasbah, fomos ver tapetes e uma farmácia. Sim leram bem, tapetes e uma farmácia, que segundo o farmacêutico lá do sítio tinha uma erva da qual se fazia um chá que segundo ele fazia levantar a verga a um tal ponto que se a mulher tomasse também um chá feito lá com umas ervas seria qualquer coisa parecida com a terceira guerra mundial. Isto tudo ao preço de um Menu Big Mac e um Sundae de chocolate com cobertura de bolacha crocante. Yeah right… Adiante. Em Tanger, eu sugiro que se investigue esse verdadeiro fenómeno chamado vendedores, ou chatos com o caraças. Bom, eles nascem do chão que nem os cogumelos e tentam vender tudo, desde pulseiras, brincos, roupas, poufs, cacimbos de água, pastilhas elásticas, etc etc etc. Não me enganei, pastilhas elásticas. Ahh e passámos por mercados em que o cheiro da carne, por exemplo, parecia uma mistura de queijo bolorento com suor dos pés. Mas que se vendiam era verdade, por isso mais vale não pensar muito no almoço que incluía frango. Mas melhor que tudo, foi que quando foi para vir embora, o Hassan disse qualquer coisa como: Tá aqui a lista de visitantes e agora na alfândega desenrasquem-se!!!! O que vale é que perante a lista os polícias limitaram-se a dizer: Passa passa passa… Maquina bem oleada não haja dúvida…

Em relação a Tanger mais uma nota: Diz o Gonçalo Cadilhe de Tanger que é uma ausência de pontos de referência. Discordo: O que não faltam são pontos de referência como os 15 km de ruas estreitas, os 30000 (numero figurado) de chatos como a potassa, que não existem nas zonas ricas como junto ao palácio do rei, ou a zona espanhola. Diz ainda Gonçalo Cadilhe que Tanger já não é Marrocos, nem sequer África, ainda não Europa. É senhor Cadilhe, é. O Dom Sebastião não a conquistou, mas mesmo que a tivesse conquistado é em Marrocos e em África. Estas contradições podem ser encontradas no livro A Lua Pode Esperar. Troca por troca: Critico o livro, mas faço publicidade. Mas pelo menos ensinou-me uma coisa: Matisse passou por lá e pintou a Porta de Kasbah:

Ai essa língua…

... em Mijas, sim leram bem, Mijas, o que bomba na noite é:

terça-feira, agosto 05, 2008

Potosi...


... SI YO NO COMER YO NO CAGAR!!!!!

Inicio do capítulo sobre Potosi no livro de Gonçalo Cadilhe. Genial...

quinta-feira, junho 12, 2008

1. Sempre em Movimento

... uma das atracções de NYC para além da cidade em si é a vida que se sente nas ruas, nos sítios, as pessoas, o modo de vida. Para começar, temos o mundo inteiro em Nova Iorque. E como tal vê-se de tudo. A começar nos chineses. Eu nunca vi tanto chinês na vida. Claro que nunca ter ido à China não ajuda, mas isso agora não interessa nada. Inclusivamente, existe a famosa Chinatown. Agora se lá forem não façam como eu, que comecei a visita a Chinatown pelos supermercados. Meus amigos, era um fedor que não se podia, e eu nem quero saber o que é que estava lá à venda. Só sei que o cheiro era como uma broca em brasa a perfurar-me os intestinos a toda a velocidade. Bom passado esse choque inicial, a zona das lojas em Chinatown é fabulosa. Tudo falsificado claro, mas lá está isso agora não interessa nada. Pegado a Chinatown temos Little Italy. Caminhávamos por lá, ouvindo em plano de fundo um conterrâneo dizer "F***-se aquilo ali para trás era só chinocas c*****o", caminhávamos dizia eu quando fomos abordados por um senhor grisalho, que nos disse: Hello!!! You wante to cáme to háve dinner ate Café Napoli? A very delicious italiane foode!!!! Bom lá fomos experimentar a tão falada delicious foode e posso-vos dizer que de facto a lasagna era fabulosa. Claro que no fim da refeição veio o bónus, pois no meio da rua, começaram umas alemãs a berrar que nem umas castanholas nas mãos de uma sevilhana com Parkinson (que mau gosto esta piada). Bom, tudo se resumia a uma valente...sapo!!!! Sim, um sapo, no meio da estrada, ao sol, muito hidratado (se calhar usa Dove com um quarto de creme hidratante). Um sapo, que no fim de contas, acabou nas mãos do grisalho que nos convenceu a almoçar no Café Napoli. Estava ali à nossa frente o segredo da delicious foode. E judeus, era vê-los com aquele chapéu que eles usam por toda a parte, era restaurantes kosher, igrejas, escolas e até um hospital deles havia. E com este discurso todo ainda não falei nos americanos. Bom, aquele povo também faz de NYC uma cidade à parte. Desde logo, as primeiras impressões podem ser tiradas no Central Park. Vemos muita gente a correr, a passear o cão (e já agora toda a gente tinha a luva para apanhar as poitas), a andar a desfrutar dos jardins, dos relvados, vemos pessoas a bronzearem-se... Sim, estava uma senhora no Central Park de bikini a bronzear-se, com a espreguiçadeira, a toalha de praia, a pá e o balde, pronto a pá e o balde não, mas tudo o resto é verdade. Depois as pessoas andavam de fato e ténis ou chinelos, uma senhora caminhava alegremente com os sapatos na mão, e mesmo à porta do trabalho, calçou os sapatitos e pronto, eis uma top executive woman. Ahh e é preciso não esquecer que à noite andavam pessoas da distribuição a ouvir os último hinos do hip hop e que de repente perante um refrão mais apelativo paravam o trabalho e berravam de plenos pulmões o tal refrão (que aqui entre nós que ninguém nos ouve incluia as palavras woman, blonde e... pussy...) dançavam e gesticulavam e depois como que por magia se fazia clique e regressavam ao trabalho como se nada fosse. Mas o melhor do melhor eram... os guias turísticos!!!! Nomeadamente um que eu apelidem com muita originalidade de... e nunca ninguém se lembrou deste apelido... é mesmo muito original... é único... já estão mortinhos para saber... GANDA MALUCO!!!!! (vejo um certo ar de tanta coisa para não ter piada nenhuma. Adiante.) O GM era um dos guias dos autocarros de Sight Seeing de NYC, que ao contrário de muitos outros não têm gravações, têm um guia com microfone que vai falando ao longo do percurso. Ora acontece que o GM era castiço, conseguia pôr o pessoal a rir em menos de nada. Mas para não estar aqui a contar tudo, vou descrever a melhor situação que me fez chorar, não só de riso mas também porque de tanto me rir engasguei-me e tossi como se não houvesse amanhã. Grande falta de jeito eu sei. Ora acontece que em Wall Street existe uma estátua de um touro em bronze. Este senhor que a seguir vos mostro.


Ora o autor da estátua achou que o dito bovino merecia tê-los grandes então vai daí e pimba, dois testículos de fazer inveja a um elefante. Ora vejam:

Diz a história que quem esfregar a dita fruta do touro terá sorte na bolsa. Mas o que se passa é que muitos turistas gostam de tirar fotos com o touro, e junto às bolas do bicho também. O que a seguir se passou foi irreal. Estava uma moçoila bastante impressionada com a masculinidade do bicho e vai daí vira-se para a outra moçoila que estava com ela e disse qualquer coisa que eu como é óbvio não ouvi mas deve ter sido o equivalente a "Tira-me uma foto ao pé dos tomates do boi". Vai daí, senta-se debaixo das bolas do bicho, inclina a cabeça e abre a boca como se os fosse trincar. Ao mesmo tempo o guia, o tal GM, ia berrando de plenos pulmões o texto que a seguir transcrevo, colocando não só as pessoas que iam no autocarro a rir que nem uns perdidos, mas também todos aqueles que estavam na rua e viram a situação, e garanto que não eram poucos.

"All right folks, now you can see the Wall Street bull. Many people like to take photos with the bull and also in the back of the bull. We all know what does he have in the back right? In fact..."

(e dito isto inclina-se com a cabeça fora do autocarro e começa a elevar o tom de voz)
"Look at that lady, look how impressed she is, look she is going for a picture..."

(e agora a senhora senta-se debaixo das bolas do bicho, o que faz GM berrar)

"LOOK LOOK SHE IS SITTING UNDER THE BALLS, LOOK, IT'S AMAZING LOOK "

(e finalmente ela abre a boca o que faz GM berrar mais ainda)

"OH MY GOD IT HAS JUST BECAME DRAMATIC!!!! SHE IS HUNGRY!!!! SHE IS OPENING HER MOUTH!!! SHE IS OPENING HER MOUTH!!!!"

E justo que se diga que perante este espetáculo a rapariga manteve a pose e levou a foto até ao fim, mesmo perante a gargalhada geral de toda agente.

Portanto como podem ver, NYC tem muito mais para oferecer do que aquilo que vamos à espera de encontrar. É fantástica a cidade como podem ver por este exemplo e pelos que seguem em baixo. E só vos posso dizer uma coisa: se puderem vão lá que vale a pena!!!!!

2. Carros, Táxi's, Limo's

... também o parque automóvel em Manhattan é XXXL. Vejam o ponto de baixo para mais informações sobre XXXL. Desde a enormidade de limosines que se vê nas ruas, da concentração enorme de BMW, Mercedes, Audi, Porche, Hummer, Lincoln, Pontiac, SUV's, todos de gama alta. Sim e para dar um exemplo, nos Mercedes não há cá série C, é classe S para cima. Nos BMW é série 7 e toca a andar. E o mais engraçado é que um dos guias que vos falei no ponto 1, disse que não conhecia ninguém que tivesse carro e morasse em Manhattan. É que isto são os executivos daquelas empresas todas que existem em Manhattan. Depois há aquelas carrinhas que andam de porta aberta com um único lugar para o condutor. Há para lá que nem pastéis em Belém. Táxis. Os táxis. Os famosos táxis amarelos de NYC estão por todo o lado, aparecem, desaparecem, é incrível. E os taxistas, nem um é americano, aliás, segundo me garantiram, tivemos sorte porque andei de táxi com um que arranhava inglês e não me pediu para lhe indicar no mapa o caminho para onde eu queria ir. Pois se eu nem sabia bem onde estava, calha bem, quanto mais dizer-lhe o caminho. Mas lá nos aventurámos no táxi, que por sinal eram valentes banheiras, ou SUV's, com gingarelho para o cartão de crédito, televisão com TFT táctil, onde podíamos ver quanto estávamos a pagar, por onde estávamos a ir, as informações sobre aquele taxi e o condutor. O condutor por sinal foi o caminho todo a falar ao telemóvel, com auricular, em... árabe. Sim, era árabe. A única coisa que eu percebi foi American Beauty, ou melhor, acho que percebi, porque o sotaque árabe acentuado podia pregar-me uma rasteira. Ahh, e a viagem foi uma autêntica cavalgada que parecia eu que estava num touro mecânico do Texas, pois era acelerar a fundo, travar a fundo, acelerar a fundo, travar afundo, etc etc, até chegarmos ao destino. Imperdível portanto.

3. XXXL

... tudo em Nova Iorque é XXXL. Bom talvez não seja só em Nova Iorque, mas agora é de NYC que se fala aqui. Desde o momento em que pomos um pé nos States, percebemos que é tudo à grande. A começar pelo polícia que estava à porta da saída do aeroporto, que com o seu farfalhudo bigode (sim não é só no nosso Portugal) nos disse: "Sir you're good to go, straght ahead please". E eu sem mais perguntas straight aheadei. Depois tinha um chinês à minha espera, que me brincou com um fabuloso: "Welcome do Ámélica!!! Did you have a nice tlip?" (isto foi verdade, não estou a inventar). Ora o chinês era o nosso transfer para o hotel, e eis que apareceu ao volante de um fabuloso Lincoln Signature Series. Meus amigos, o banco de trás daquela banheira era tão confortável como o sofá da minha casa. Depois o porteiro do hotel não ficava nada a dever ao polícia do aeroporto, mas sem a bigodaça. O quarto do hotel era pouco mais pequeno que a minha casa. Eu rebolei na cama e dei cinco voltas sem cair. Cinco. E os cafés? Eu pedi um café small no Starbucks que era o equivalente ao que nos dão no McDonalds quando pedimos um menu. Ahh, e por falar em McDonalds nos EUA têm o menu Giant, que nos apresenta uma Coca Cola de pelo menos um litro, mas se calhar até tinha mais, e tantas batatas fritas que eu deixei lá metade, só para terem uma ideia. E olhem que o meu corpinho precisa de alimento. No restaurante chinês uma dose dá para três, pedimos uma para cada um e portanto foi complicado dar conta do recado. E claro, as ruas, os edifícios, os museus (perdem-se horas para visitar um museu de uma ponta à outra), o raio dos bifes, o Central Park, enfim... XXXL. E para quem nunca viu um Lincoln Signature Series (eu nunca tinha visto um) aqui está o bicho:

4. A segurança

... o 11 de Setembro transformou Nova Iorque numa cidade extremamente preocupada com a segurança. Eu próprio vivi uma experiência daquelas que nem A Vida é Bela consegue proporcionar. Na primeira vez que tentei apanhar o metro em NYC estava, por assim dizer, completamente desorientado. Aquilo são linhas e mais linhas, linhas às cores, com letras, com diferentes percursos, uma por cima das outras, enfim, uma grande orgia férrea. Ora, e como perguntar não ofende, perguntei a um distinto cidadão que esperava pelo metro qual a linha que me levaria até ao American Museum of Natural History. Ora acontece que o tal cidadão era nada mais nada menos que um Police Detective of the Central Park Precinct. E como é que eu sei isto? Bom porque o tal detective se ofereceu para nos conduzir até metade do caminho. E como se tal não bastasse ainda entrámos que nem criminosos na esquadra onde um outro detective trabalhava arduamente (leia-se via televisão com os pés em cima da mesa), o outro detective dizia eu, imediatamente questionou o colega sobre a natureza do crime por mim praticado. É verdade. Esclarecido sobre o facto de ser turista, e precisar apenas de informações, voltou ao trabalho (leia-se a ver televisão com os pés em cima da mesa). Saímos dali com montes de mapas e um cartão dele para o caso de termos problemas. Mas voltando ao tema segurança, é incrível a quantidade de vezes que somos revistados, que passamos por detectores de metais, que nos dizem para tirar o cinto, ou as moedas do bolso, ou mesmo os sapatos. Sim, os sapatos. Aí é que a coisa se complicou. Eu em NYC andei sempre de ténis, porque já sabia que ia andar quilómetros. Bom acontece que uma vez me disseram que tinha de tirar os sapatos. Ora e eu confesso que temi pela minha integridade física. Quem me conhece sabe que eu sou assim um pouco café com leite. Ou seja, com uma cor ligeiramente duvidosa. Ora os meus pés ao fim de alguns minutos dentro dos ténis começam a exalar a famosa transpiração vulgarmente conhecida como... vocês sabem. E é só juntar as peças: um gajo com a minha cor, possuindo duas verdadeiras armas químicas, eu tive medo que me aprisionassem e me levassem para Guantanamo. Ainda por cima ao passar no raio-x os ténis caíram do tabuleiro e ficaram a perfumar a máquina do raio-x. Agora é que vos tramei gringos. Já na Estátua da Liberdade, o detector de metais projectava jactos de ar para o cabelo e para a roupa, o que fez com que invuluntáriamente eu ficasse a saber que uma turista que estava à minha frente usava tanginha azul. É que a saia dela era curtinha, larga e levantou qualquer Marylin Monroe dos tempos modernos. Que chatice. Adiante. Mas NYC é uma cidade segura, pelo menos em Manhattan. E em Brooklyn também.

quarta-feira, junho 11, 2008

5. A Cidade

... a primeira impressão de Nova Iorque é: eu já aqui estive. Claro que todos os filmes que já vimos nos dão essa ilusão, e o que é facto é que a cidade é mesmo como a vemos. Querem saber como é o metro de NYC? Vejam o Seinfeld. Querem saber como são os taxi's? Vejam O Sexo e a Cidade. E graças ao hotel onde estávamos a questão dos edifícios enormes é logo confirmada, da janela do hotel onde estava podia ver o Chrisler Building e o Metlife Building. Ahh, isto tudo depois de passar pela famosa Migra, os serviços de imigração dos EUA. São uns tipos engraçados estes americanos. Por falar em americanos, no avião ao meu lado, ia um senhor já de uns 70 anos, com a sua madame, da mesma idade. Primeiro é de notar o elevado stock de laranjas que a senhora trouxe com ela para o avião. De vez em quando lá se sentia a fragrância citrina pelo avião inteiro. Ora à frente dele ia uma rapariga bastante "agradável", espanhola que vai não vai levantava-se e fazia uns exercícios que eu confesso eram bastante atraentes de se assistir. Ora acontece que quando ela fazia os tais exercícios, quase de seguida a senhora levantava-se para ir à casa-de-banho. Esta sequência de acontecimentos passou-se pelo menos três vezes. Agora o melhor era que quando a senhora ia à casa-de-banho o homem de pé iniciava uns movimentos pélvicos contra o banco bastante esclarecedores. Sim, esses mesmos que estão a pensar. Era um tuca tuca tuca a uma velocidade extremamente reduzida que nem um coelho idoso. Ora a minha teoria era que o senhor via a espanhola a fazer aquelas espanholadas (no sentido não pornográfico do termo), lembrava-se dos tempos de juventude e cá vai disto. Findo o aparte e regressando à cidade de NYC é como vos digo: respira-se aquele ambiente, os táxis, as multidões nas ruas, as barraquinhas de cachorros e outras comidas, os chineses, os judeus, sim chineses e judeus era tanta gente de olhos em bico e de pires de pano na cabeça que eu por vezes tinha de lutar contra estas multidões e até pensava que me tinha teletransportado para outro país qualquer. E mais: os edifícios, os restaurantes de todos os países, aqueles lugares como Wall Street, as Nações Unidas, o Ground Zero, a Estátua da Liberdade, Times Square, o caos, a indiferença, enfim... só vendo, só estando lá e sentir (e agora umas linhas extremamente poéticas) o pulsar da cidade, a vida, o pulmão que é o Central Park, ahh l'amour, les hot dog, les cheseeburreguérres, ahhh... ahh porque raio é que estou a escrever em francês para falar de NYC?

New York New York


... se eu fosse a falar sobre tudo e mais alguma coisa sobre Nova Iorque nunca mais era sábado, e todos sabemos a importância desse dia da semana. Sendo assim, resolvi falar aqui com algum detalhe dos cinco mais inesquecíveis acontecimentos sobre a Big Apple. Seguem dentro de momentos os próximos capítulos.

Uma questão de... PINTA!!!

... é muito simples, na verdade tudo se resume a uma questão de com ou sem. Com Pinta, e sem Pinta. Veja-se este exemplo:

Nicholson com Pinta:


Nicholson sem Pinta:

Isto a propósito do filme que vi no avião da TAP a caminho de Nova Iorque, The Bucket List. Nunca tinha ouvido falar de tal película, mas a verdade é que é excelente, e nele se juntam Jack Nicholson e Morgan Freeman. Só podia dar bom resultado. Vejam o exemplo:



O homem é o não é o maior?????

quinta-feira, outubro 04, 2007

Low Cost no máximo...

... significa bilhetes a 0 Euros. Sim leram bem, grátis. Há nova promoção Ryanair, com bilhetes grátis (o preço fixado online é de €0.01 por trajecto) e oferta das taxas, para voar, entre 5 de Novembro e 31 de Janeiro (excepto de 18/12 a 08/01). A companhia "low cost" italiana Volareweb estreia-se em Portugal com uma ligação diária Porto - Milão (Malpensa) a partir de 28 de Outubro. E começa bem: com bilhetes a €0 (para sermos precisos, a €0,01) mais taxas (cerca de €17 por trajecto). Experimentámos ida a 15 de Novembro e regresso a 19 - resultado: um preço muito convidativo de €34,01 (a que só falta acrescentar €5 para despesas administrativas no pagamento final).

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