"A entrevista do primeiro-ministro hoje na RTP 1 foi hilariante e aflitiva. Começou, como não podia deixar de ser, por abordar o problema das qualificações académicas do senhor. Acho absolutamente incrível os jornalistas acharem que devem perder a preciosa oportunidade para fazer perguntas sérias ao chefe do governo do seu país e que nos esclareçam aquilo que o governo anda a fazer pela boca do próprio primeiro-ministro. Não é todos os dias que o podemos fazer. Os mais cépticos até poderão dizer, “mas ele está a mentir, o que ele diz é propaganda”. Não quero saber. Mesmo assim eu tenho o direito de ouvir precisamente o que ele quer dizer em termos de economia, reformas, qualificações, rigores, crescimento, etc. Não quero saber se o senhor tem um bacharelato em engenharia e que por isso ainda não é engenheiro e que não pôs no currículo o que devia ter posto. Estas questões são completamente irrelevantes para o país. Como o primeiro-ministro disse, e muito bem, foi hilariante, “não esperei ter de explicar na televisão o uso do trato por sr. engenheiro por parte do português normal” (estou a citar de cor). É realmente vergonhoso para a classe jornalística. Mas enfim. É a que temos. Adiante. Quero dizer que não votei PS nem tenciono votar PS nas próximas eleições. A conversa sobre economia foi das menos esclarecedoras. Mais uma vez porque o raciocínio do primeiro-ministro nunca chegava ao fim. Os jornalistas não paravam de o interromper. E ainda por cima, faziam perguntas sobre aquilo que ele acabara de explicar. Lindo. A senhora jornalista quase que chorou. Eu gosto do tom do primeiro-ministro. É um bocadinho assustador ao princípio, porque ele é veemente, mas vemos que ele até admite que é “um bocadinho antipático para os jornalistas.” Gosto da veemência, acredito na sua boa fé e quero aqui, na blogosfera, que ele tanto atacou nessa entrevista, ser dos primeiros a acreditar na sua boa fé. E não estou a ironizar. Soubemos que crescemos mais do que estávamos à espera, finalmente começámos a inverter as curvas do défice e do crescimento. Só o desemprego é que está mal. Claro que está. Nunca existiu uma estratégia de produção no país. Fomos vendendo o país aos bocados até ficarmos como destino turístico e prestadores de serviços: Educação. Nicles. Cultura. Nicles. Saúde. O mínimo possível. Justiça. A funcionar. Mal. Férias dois meses e quejandos… Investigação científica. O que é isso? Mas os americanos não descobriram já tudo? Eles depois dizem-nos! Indústria Naval. Isso era um ninho de comunistas, tivemos de acabar com isso. Indústria química, hã? Temos é de fazer coisas com mão-de-obra desqualificada como sapatos e calças. O rol podia continuar. Finalmente falaram sobre a OTA. Aí eu estava muito curioso. OK. Melhores sítios para o aeroporto. Rio Frio. Mais barato, etc. Era onde eu estava mais céptico. E acho que é onde o primeiro-ministro tem mais dúvidas de que, se calhar, pode estar a não fazer o mais acertado. Mas compreendo que ele tem de decidir e que a responsabilidade não lhe pode ser completamente atribuída. É um projecto do país que tem trinta anos. Não pode ser mais adiado. Seja a OTA. Acho que Portugal se pode dar por muito satisfeito por ter um governo assim. E acho que todo o país devia estar orgulhoso, mesmo aqueles que não votaram PS, como eu. É um país que tem um primeiro-ministro (pelo menos) sério, dedicado, que não vira a cara à luta, que tem convicções, sabe das suas responsabilidades, não se conforma com o atávico sentimento de inferioridade e não está satisfeito. Por outro lado, não me posso esquecer daqueles que dizem que, para se ser um bom político, tem de se ser injusto porque a sociedade não é justa. Mas, no caso de Portugal, talvez seja porque não estamos habituados à excelência no governo."
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sexta-feira, abril 13, 2007
Assino por baixo...
"A entrevista do primeiro-ministro hoje na RTP 1 foi hilariante e aflitiva. Começou, como não podia deixar de ser, por abordar o problema das qualificações académicas do senhor. Acho absolutamente incrível os jornalistas acharem que devem perder a preciosa oportunidade para fazer perguntas sérias ao chefe do governo do seu país e que nos esclareçam aquilo que o governo anda a fazer pela boca do próprio primeiro-ministro. Não é todos os dias que o podemos fazer. Os mais cépticos até poderão dizer, “mas ele está a mentir, o que ele diz é propaganda”. Não quero saber. Mesmo assim eu tenho o direito de ouvir precisamente o que ele quer dizer em termos de economia, reformas, qualificações, rigores, crescimento, etc. Não quero saber se o senhor tem um bacharelato em engenharia e que por isso ainda não é engenheiro e que não pôs no currículo o que devia ter posto. Estas questões são completamente irrelevantes para o país. Como o primeiro-ministro disse, e muito bem, foi hilariante, “não esperei ter de explicar na televisão o uso do trato por sr. engenheiro por parte do português normal” (estou a citar de cor). É realmente vergonhoso para a classe jornalística. Mas enfim. É a que temos. Adiante. Quero dizer que não votei PS nem tenciono votar PS nas próximas eleições. A conversa sobre economia foi das menos esclarecedoras. Mais uma vez porque o raciocínio do primeiro-ministro nunca chegava ao fim. Os jornalistas não paravam de o interromper. E ainda por cima, faziam perguntas sobre aquilo que ele acabara de explicar. Lindo. A senhora jornalista quase que chorou. Eu gosto do tom do primeiro-ministro. É um bocadinho assustador ao princípio, porque ele é veemente, mas vemos que ele até admite que é “um bocadinho antipático para os jornalistas.” Gosto da veemência, acredito na sua boa fé e quero aqui, na blogosfera, que ele tanto atacou nessa entrevista, ser dos primeiros a acreditar na sua boa fé. E não estou a ironizar. Soubemos que crescemos mais do que estávamos à espera, finalmente começámos a inverter as curvas do défice e do crescimento. Só o desemprego é que está mal. Claro que está. Nunca existiu uma estratégia de produção no país. Fomos vendendo o país aos bocados até ficarmos como destino turístico e prestadores de serviços: Educação. Nicles. Cultura. Nicles. Saúde. O mínimo possível. Justiça. A funcionar. Mal. Férias dois meses e quejandos… Investigação científica. O que é isso? Mas os americanos não descobriram já tudo? Eles depois dizem-nos! Indústria Naval. Isso era um ninho de comunistas, tivemos de acabar com isso. Indústria química, hã? Temos é de fazer coisas com mão-de-obra desqualificada como sapatos e calças. O rol podia continuar. Finalmente falaram sobre a OTA. Aí eu estava muito curioso. OK. Melhores sítios para o aeroporto. Rio Frio. Mais barato, etc. Era onde eu estava mais céptico. E acho que é onde o primeiro-ministro tem mais dúvidas de que, se calhar, pode estar a não fazer o mais acertado. Mas compreendo que ele tem de decidir e que a responsabilidade não lhe pode ser completamente atribuída. É um projecto do país que tem trinta anos. Não pode ser mais adiado. Seja a OTA. Acho que Portugal se pode dar por muito satisfeito por ter um governo assim. E acho que todo o país devia estar orgulhoso, mesmo aqueles que não votaram PS, como eu. É um país que tem um primeiro-ministro (pelo menos) sério, dedicado, que não vira a cara à luta, que tem convicções, sabe das suas responsabilidades, não se conforma com o atávico sentimento de inferioridade e não está satisfeito. Por outro lado, não me posso esquecer daqueles que dizem que, para se ser um bom político, tem de se ser injusto porque a sociedade não é justa. Mas, no caso de Portugal, talvez seja porque não estamos habituados à excelência no governo."
Salazar...
quinta-feira, abril 12, 2007
quarta-feira, abril 11, 2007
Paulo Praça - Disco de Cabeçeira
segunda-feira, abril 09, 2007
Herman José dos bons velhos tempos...
quinta-feira, abril 05, 2007
Mundo Cão
quarta-feira, abril 04, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
Ca raio de bicho!!!!! Ornitorrincos...
segunda-feira, abril 02, 2007
Smashing Pumpkins estão de volta...
Mercúrio em excesso no peixe...
"Estas novas descobertas não afectam o nosso conselho de que as pessoas devem comer peixe duas vezes por semana, incluindo uma porção de peixe gordo como salmão ou sardinhas.” Esta quantidade deverá oferecer os benefícios dos óleos omega-3 existentes no peixe e ao mesmo tempo evitar quaisquer potenciais efeitos nocivos."
quarta-feira, março 28, 2007
Rally de Portugal de Regresso ao mundial…

terça-feira, março 27, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
Gordura Abdominal Aumenta o Risco de Doença Cardiovascular

quarta-feira, março 21, 2007
Nick Cave & The Bad Seeds - Death is not the end

When you're sad and when you're lonely
And you haven't got a friend
Just remember that death is not the end
And all that you held sacred
Falls down and does not mend
Just remember that death is not the end
Not the end, not the end
Just remember that death is not the end
When you're standing on the crossroads
That you cannot comprehend
Just remember that death is not the end
And all your dreams have vanished
And you don't know what's up the bend
Just remember that death is not the end
Not the end, not the end
Just remember that death is not the end
When the storm clouds gather round you
And heavy rains descend
Just remember that death is not the end
And there's no-one there to comfort you
With a helping hand to lend
Just remember that death is not the end
Not the end, not the end
Just remember that death is not the end
For the tree of life is growing
Where the spirit never dies
And the bright light of salvation
Up in dark and empty skies
When the cities are on fire
With the burning flesh of men
Just remember that death is not the end
When you search in vain to find
Some law-abiding citizen
Just remember that death is not the end
Not the end, not the end
Just remember that death is not the end
Not the end, not the end
Just remember that death is not the end
terça-feira, março 20, 2007
segunda-feira, março 19, 2007
CQ enganaram-se...
Será assim tão difícil acertar....

Depois foi assim:

Snacks? Smac?!!! Eh eh eh... isto promete!
sexta-feira, março 16, 2007
Top 5 Mp3 da semana (5) (esta semana reduzido a 2...)
Ninfa Artemis : Ahh, sim, Gato - Sim, sim, leram bem o nome da música, e dela também. Ouçam e tentem perceber o que raio ela diz, sim e mesmo que raio de género é este...

Download : Ahh, sim, Gato
Nuno Markl : Laboratolarilolela
Rosinha : Meu Amor eu quero uma mala : Citando o Portal Pimba "Um cd como o de Rosinha só pode vir a ser um sucesso, e isso costata-se logo quando se vê a parte de trás do cd e se lêm os nomes das músicas que fazem parte do álbum. Nomes como “Com a boca no pipo”, “Mete mais um dedo”, “Tudo lá dentro”, “Queres é poder”, “Ele já bebe, já fuma, já…”, “Os tomates do emigrante”, “Meu amor quero uma mala”, “Camionista gay”, “Fiz-te carneiro”, “Homens de farda”, “Tudo vale” e por fim “Garanhão” despertam a curiosidade de qualquer mortal, e são a garantia de sucesso de vendas."

Download : Meu Amor eu quero uma mala
Nuno Markl : Laboratolarilolela
quinta-feira, março 15, 2007
Cerca de 95% dos e-mails enviados em 2006 foram spam...
Para ler mais no Diário Digital.
Christina Aguilera no CSI Nova Iorque...

terça-feira, março 13, 2007
Idi Amin inspirou o filme O Rei da Escócia...
Demonstrando um temperamento megalómano, vingativo e violento, expulsou (1972) cerca de 40 mil asiáticos, descendentes de imigrantes do império britânico na Índia, dizendo que Deus lhe havia dito para transformar Uganda num país de homens negros. Uma figura grande e imponente, o seu comportamento excêntrico criou a imagem de um homem dado a explosões irregulares e foi chamado de Bug Daddy. Uma vez declarou-se rei da Escócia, proibiu os hippies e as mini-saias, e chegou a um funeral da realeza saudita usando um kilt. Certa vez (1999) disse a um jornal ugandense que gostava de tocar acordeão e de recitar o Alcorão. Depois de assumir o poder (1971), tornou-se um ditador que violava os direitos humanos fundamentais durante um "reinado de horror", segundo a Comissão Internacional de Juristas. Expressava admiração por Adolf Hitler, foi denunciado dentro e fora do continente africano por matar dezenas de milhares de pessoas durante seu governo (1971-1979). Algumas estimativas dizem que o número ultrapassa as 100 mil pessoas. Muitos ugandenses acusavam o ex-campeão de boxe de manter cabeças decepadas no frigorífico, de alimentar crocodilos com cadáveres e de ter desmembrado uma de suas esposas. Alguns diziam que praticava canibalismo. Rompeu relações diplomáticas com Israel, ordenou a expulsão de 90 mil asiáticos, a maioria comerciantes indianos e paquistaneses, e de vários judeus (1972). Foi recebido (1975) pelo papa Paulo VI como chefe em exercício da Organização da Unidade Africana. Foi notícia internacional (1976) quando, depois do sequestro de um avião da Air France por um comando palestino, uma força aérea israelense atacou o aeroporto de Entebbe, a 37 km de Kampala, libertando todos os reféns. O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal. Rompeu (1976) relações diplomáticas com o Reino Unido e, dois anos depois, fracassa um atentado contra ele nos subúrbios de Kampala. Exilado na Tanzânia, o líder por ele derrubado Milton Obote convocou um ataque (1979) e, no dia 11 de abril, o ditador foi derrubado pela Frente Nacional de Libertação de Uganda (FNLU), pelas forças do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, e de exilados ugandenses, e um novo regime, dirigido por Yusuf Lule, chefe do FNLU, também seria destituído no dia 20 de junho por Godfrey Binaisa. Abandonou então o país e fugiu para a Líbia, mas teve de procurar um novo refúgio quando o ditador líbio Muamar Kadhafi o expulsou do país. Recebeu asilo da Arábia Saudita em nome da caridade islâmica, onde passou a viver até o fim de sua vida, acompanhado pelas suas quatro esposas e seus mais de 50 filhos. Quando o seu estado de saúde se agravou, em Julho, uma de suas quatro mulheres pediu para voltar a Uganda para morrer, mas o actual governo negou o pedido, sob o argumento que se retornasse ao país seria julgado pelas suas atrocidades. Gravemente doente foi internado na Unidade de Tratamentos Intensivos e morreu no Hospital Especialista Rei Faisal, em Jeddah, Arábia Saudita, de complicações devido à falência múltipla de órgãos. Foi enterrado na cidade saudita de Jeddah, onde ele viveu a maior parte do tempo desde que foi deposto (1979) num pequeno funeral na Arábia Saudita, horas depois de sua morte no sábado, 16 de agosto. Os ugandenses reagiram com uma mistura de alívio com a morte de um tirano e a nostalgia por um líder que muitos aplaudiram por expulsar asiáticos que dominavam a vida económica.
quarta-feira, março 07, 2007
terça-feira, março 06, 2007
Posso-me gabar que aguentei com um comboio em cima de mim...
Uma mulher de 77 anos viu um comboio passar-lhe por cima, em Barroselas (Viana do Castelo), mas não sofreu um arranhão, nem o seu coração deu sinais de fraqueza, apesar dos problemas cardíacos que a afligem. “Posso-me gabar que aguentei com um comboio em cima de mim”, graceja, hoje, Maria Delores Ramos, já refeita do susto que apanhou, em 15 de Fevereiro passado. O episódio ocorreu na antiga passagem de nível de Teixe, entretanto encerrada e substituída por um viaduto. “Tia Delores” decidira atravessar, ali, a linha do caminho-de-ferro, para evitar dar uma volta “muito grande”. Mas, ao transpor um carril, caiu e não conseguiu levantar-se, por causa da artrose que lhe debilita as pernas. “Muito a custo, lá me consegui sentar no meio da linha, e por ali fiquei seguramente uns dez minutos, à espera que alguém passasse para me ajudar. Mas não passou ninguém. Quem passou foi o comboio. Foi Deus e Nossa Senhora de Fátima que me salvaram”, recorda a senhora, sem esconder o terror que sentiu quando viu um comboio aavançar na sua direcção. “Ainda esbracejei, a ver se o maquinista me via no meio da linha, mas qual quê?”, comenta a senhora, soltando gargalhadas. Com sangue-frio e lucidez impressionantes, deitou-se entre os carris, ao longo da linha, e ficou ali, “quietinha e muito direitinha”, à espera que o comboio lhe passasse por cima. “Olhe, comecei a rezar e a pedir perdão a Deus pelos meus pecados. Mas quando vi que a primeira carruagem passou por cima de mim e nem me tocou, pensei logo que estava safa. E safei-me mesmo”, acrescenta. O comboio parou, cobrindo ainda parte do corpo da mulher. O maquinista foi a correr e ficou “embasbacado” quando a viu sã e salva. Outras pessoas, que a ajudaram a levantar-se, perguntaram-lhe “se estava boa da cabeça” e “tia Delores” respondeu-lhes que, “se calhar, estava melhor do que elas”. Mãe de sete filhos, habituada à vida “dura” do campo, sacudiu a terra da roupa e lá seguiu o seu caminho, porque, nesse dia, tinha combinado acompanhar uma filha a Viana do Castelo para “tratar de umas coisas”. E também foi “agradecer a Deus”. Mãe e filha foram à igreja matriz “pagar” o milagre que tinha acontecido.











